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Planejamento de Aposentadoria

Calcule o patrimônio acumulado para aposentadoria com aportes mensais e juros compostos.

Última atualização: 9 de agosto de 2026 · Revisado pela equipe CalcFácil · Metodologia

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Por que planejar a aposentadoria além do INSS?

O benefício do INSS é limitado pelo teto do Regime Geral — R$ 8.475,55 em 2026 — e a média real dos benefícios pagos fica muito abaixo disso, porque o cálculo considera a média de todas as contribuições desde julho de 1994. Quem quer manter o padrão de vida, especialmente ganhando acima do teto, precisa acumular patrimônio próprio. E a variável mais poderosa nessa equação não é quanto você poupa: é quando começa.

Começar cedo vale mais que aportar muito

Com rentabilidade de 0,8% ao mês, veja a diferença (valores calculados pela mesma fórmula da calculadora acima):

EstratégiaAportePrazoTotal aportadoPatrimônio final
Começa aos 25R$ 500/mês40 anosR$ 240.000≈ R$ 2.801.000
Começa aos 45R$ 1.500/mês20 anosR$ 360.000≈ R$ 1.082.000

Aportando o triplo por mês e 50% mais no total, quem começou tarde termina com menos da metade do patrimônio. É o efeito dos juros compostos: os aportes dos primeiros anos rendem por décadas.

Exemplo prático com os valores padrão

Aporte de R$ 500,00 por mês, rentabilidade de 0,8% ao mês, 240 meses (20 anos), começando do zero:

  • Total aportado: 500 × 240 = R$ 120.000,00
  • Patrimônio final: R$ 360.565,61
  • Rendimento: R$ 240.565,61 — dois terços do resultado vêm dos juros, não dos aportes

Quanto preciso acumular? A regra dos 4%

Referência clássica de planejamento: para retirar com segurança uma renda mensal X por décadas, acumule cerca de 300 vezes X (equivale a sacar 4% do patrimônio ao ano, preservando o principal em termos reais). Exemplos:

  • Renda desejada de R$ 3.000/mês → patrimônio de ~R$ 900 mil;
  • Renda desejada de R$ 5.000/mês → patrimônio de ~R$ 1,5 milhão;
  • Renda desejada de R$ 10.000/mês → patrimônio de ~R$ 3 milhões.

A regra assume rentabilidade real (acima da inflação) de ao menos 4% ao ano — factível no Brasil com títulos Tesouro IPCA+, que pagam inflação mais juros reais contratados.

Os instrumentos: INSS, previdência privada e investimentos

  • INSS: a base — obrigatório para CLT e recomendável para autônomos; garante renda vitalícia e proteção por incapacidade. Calcule seu desconto na calculadora INSS.
  • PGBL: para quem declara IR no modelo completo — deduz contribuições até 12% da renda bruta anual; no resgate, IR sobre o total.
  • VGBL: sem dedução, mas IR só sobre os rendimentos — melhor para quem usa declaração simplificada ou já esgotou os 12% do PGBL.
  • Tesouro RendA+: título público que converte o acumulado em 240 parcelas mensais corrigidas pela inflação a partir da data escolhida.
  • Carteira própria: renda fixa, fundos imobiliários e ações — mais flexível, exige disciplina.

Erros comuns no planejamento de aposentadoria

  • Adiar o início esperando "sobrar" dinheiro. Cada ano de atraso custa caro — a tabela acima mostra o preço.
  • Planejar com valores nominais. R$ 1 milhão em 30 anos não compra o que compra hoje; use rentabilidade real (descontada a inflação) ou corrija a meta.
  • Contratar previdência privada com taxas altas. Taxa de administração acima de 1% ao ano e taxa de carregamento corroem décadas de juros. Existem bons planos abaixo de 0,5% — e a portabilidade é um direito.
  • Escolher PGBL usando declaração simplificada. Sem a dedução, o PGBL só piora o imposto do resgate; nesse caso, VGBL.
  • Manter aportes fixos para sempre. Reajuste o aporte quando a renda subir, ao menos pela inflação.
  • Ignorar o prazo de usufruto. Aposentando aos 60 e vivendo até os 90, o patrimônio precisa durar 30 anos — a regra dos 4% existe para isso.

De onde vêm os dados desta calculadora

Regras e teto do INSS: gov.br/inss e EC 103/2019. Previdência complementar: SUSEP. Títulos para aposentadoria: Tesouro Direto (RendA+). A projeção usa capitalização composta padrão, sem impostos e taxas. Fontes completas no fim da página.

Fontes oficiais

Os valores, tabelas e regras usados nesta calculadora são baseados nas seguintes fontes oficiais:

Perguntas frequentes