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Financiamento Imobiliário

Calcule a parcela do financiamento imobiliário pelo sistema Price (SAC disponível em breve).

Última atualização: 9 de agosto de 2026 · Revisado pela equipe CalcFácil · Metodologia

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Como funciona o financiamento imobiliário?

No financiamento imobiliário, o banco empresta o valor do imóvel (menos a entrada) e o comprador paga em parcelas mensais que incluem amortização da dívida + juros. Esta calculadora usa o Sistema Price, onde a parcela é fixa do início ao fim — mas a composição muda: as primeiras parcelas têm mais juros e menos amortização, e as últimas têm mais amortização e menos juros.

Como calcular a parcela (fórmula Price)

A fórmula PMT (Payment) calcula a parcela fixa de um financiamento:

PMT = PV × r ÷ (1 − (1 + r)^−n)
  • PMT = valor da parcela mensal
  • PV = valor financiado (preço do imóvel − entrada)
  • r = taxa de juros mensal (ex: 0,79% = 0,0079)
  • n = número de parcelas (prazo em meses)

Exemplo: financiar R$400.000 em 360 meses a 0,79% a.m. resulta em parcela de aprox. R$3.357. Ao longo de 30 anos, o total pago será aprox. R$1.208.520 — R$808.520 só de juros.

Como funciona a tabela de amortização

Cada parcela é decomposta em duas partes:

Juros do mês: Saldo devedor × taxa mensal. No início, o saldo é alto, então os juros são grandes.
Amortização: Parcela − juros do mês. É o valor que efetivamente reduz a dívida.
Saldo devedor: Quanto ainda falta pagar de principal. Cai devagar no início e mais rápido no final.

Price vs SAC: qual a diferença?

CaracterísticaPriceSAC
ParcelasFixasDecrescentes
Primeira parcelaMenorMaior
Última parcelaIgual à primeiraMenor de todas
Total pago em jurosMaiorMenor
Amortização mensalCrescenteConstante
Mais indicado paraQuem precisa de parcela menor no inícioQuem quer pagar menos juros no total

Dúvidas comuns

Posso usar o FGTS para amortizar?

Sim. O FGTS pode ser usado para dar entrada, reduzir o saldo devedor (amortização extraordinária) ou abater parcelas. Quanto antes usar para amortizar, maior a economia em juros — pois o saldo devedor cai e as parcelas seguintes têm menos juros.

O que é o CET (Custo Efetivo Total)?

O CET é a taxa que representa o custo real do financiamento, incluindo juros, seguros obrigatórios (MIP e DFI), tarifas e outros encargos. Sempre compare pelo CET, não apenas pela taxa de juros nominal, pois os seguros podem representar valores significativos ao longo de 30 anos.

Vale a pena dar mais entrada?

Quase sempre sim. Quanto maior a entrada, menor o valor financiado e, consequentemente, menores as parcelas e o total pago em juros. Dê no mínimo 20% de entrada — abaixo disso os bancos costumam cobrar taxas maiores e exigir mais garantias.

Veja também

Calculadoras relacionadas

Como funciona o financiamento imobiliário no Brasil?

O financiamento imobiliário é um crédito de longo prazo para comprar, construir ou reformar imóvel: você paga uma parte à vista (entrada, em geral no mínimo 20%) e financia o restante em parcelas mensais por até 35 anos (420 meses). As principais linhas são o SFH (Sistema Financeiro de Habitação, com teto de valor e uso do FGTS), o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário, sem teto) e o programa Minha Casa Minha Vida, com taxas subsidiadas por faixa de renda.

As taxas variam por banco, sistema de amortização, relacionamento e modalidade de correção (TR, poupança ou IPCA). O Banco Central publica as taxas médias praticadas por instituição — consulte antes de negociar. Além dos juros, entram no custo os seguros obrigatórios (MIP, por morte e invalidez; DFI, por danos ao imóvel) e tarifas, tudo refletido no CET (Custo Efetivo Total).

Sistema Price × SAC: a diferença em números

No Price, as parcelas são fixas: os juros dominam o início e a amortização cresce com o tempo. No SAC (Sistema de Amortização Constante), amortiza-se o mesmo valor todo mês: as parcelas começam maiores e caem continuamente — e o total de juros é menor. Compare, para R$ 400.000 financiados a 0,79% ao mês por 360 meses:

PriceSAC
1ª parcelaR$ 3.357,58R$ 4.271,11
Parcela no fim do contratoR$ 3.357,58R$ 1.119,89
Total pagoR$ 1.208.729R$ 970.380
Total de jurosR$ 808.729R$ 570.380

O SAC economiza cerca de R$ 238 mil em juros nesse cenário — em troca de parcelas iniciais ~27% maiores, o que exige renda comprovada maior na contratação. A calculadora acima usa o sistema Price.

Exemplo prático passo a passo (Price)

Imóvel de R$ 500.000 com entrada de R$ 100.000 (20%), prazo de 360 meses e taxa de 0,79% ao mês (≈ 9,90% ao ano) — os valores padrão da calculadora:

  • Valor financiado: 500.000 − 100.000 = R$ 400.000
  • Parcela (fórmula Price): 400.000 × 0,0079 ÷ (1 − 1,0079−360) = R$ 3.357,58
  • No 1º mês: juros = 400.000 × 0,79% = R$ 3.160,00; amortização = apenas R$ 197,58
  • Total pago em 30 anos: R$ 1.208.729 — mais que o dobro do valor financiado

Pela regra dos 30% da renda, essa parcela exige renda bruta familiar de aproximadamente R$ 11.200.

Custos além da parcela

  • ITBI: imposto municipal de transmissão, em geral 2% a 3% do valor do imóvel;
  • Escritura e registro em cartório: cerca de 1% a 1,5%;
  • Seguros MIP e DFI: embutidos na parcela, crescem com a idade do comprador;
  • Tarifa de avaliação do imóvel: cobrada pelo banco na análise.

Reserve ao menos 4% a 5% do valor do imóvel além da entrada para essas despesas.

Erros comuns ao financiar um imóvel

  • Comparar bancos pela taxa nominal e não pelo CET. Seguros e tarifas mudam o custo real; o CET é obrigatório por regra do Banco Central e permite comparação direta.
  • Dar a menor entrada possível. Cada real financiado a menos economiza juros compostos por décadas — no exemplo acima, cada R$ 10.000 a mais de entrada poupam cerca de R$ 20.000 em juros no Price.
  • Ignorar a amortização extraordinária. Usar FGTS ou 13º para amortizar reduzindo o prazo (não a parcela) derruba o total de juros. No SFH não há multa por quitação antecipada.
  • Comprometer mais de 30% da renda. Além de ser o limite dos bancos, ultrapassá-lo deixa o orçamento vulnerável a imprevistos por décadas.
  • Esquecer que a taxa é negociável. Portabilidade de salário, relacionamento e cotação em 3+ bancos rendem descontos reais — 0,1 ponto percentual a menos economiza dezenas de milhares de reais em 30 anos.

Ferramentas relacionadas

Para empréstimos pessoais e outras dívidas em parcelas fixas, use a calculadora de parcela de empréstimo. Para planejar o uso do fundo de garantia na entrada ou amortização, veja a calculadora FGTS. E para decidir entre financiar ou continuar investindo, o simulador de juros compostos ajuda a comparar cenários.

De onde vêm os dados desta calculadora

A fórmula Price é o padrão da matemática financeira. As referências de taxas e regras vêm do Banco Central (taxas médias e CET) e da Caixa (linhas habitacionais). Fontes completas no fim da página.

Fontes oficiais

Os valores, tabelas e regras usados nesta calculadora são baseados nas seguintes fontes oficiais:

Perguntas frequentes